"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda." Paulo Freire

sábado, 3 de dezembro de 2011

Acabou-se o que era doce...

É.. isso aí! Com esta postagem encerro as atividades propostas pelo blog (veja aqui), desde a sua criação no comecinho de setembro!!




Durante três meses tentei contemplar em meus posts as diversas discussões e aprendizados que tivemos em sala de aula... 
Em relação às teorias da educação, falamos sobre as funções sociais da escola e do professor. Vimos também, nas teorias de currículo, como se constrói um currículo escolar, as questões que o envolvem: importantes conceitos como ideologia, reprodução, identidade..., bem como as principais teorizações e teóricos de currículo. Ainda um pouquinho do currículo na prática: os chamados currículos prescritos, os PCN's e propostas curriculares. E no último ciclo de postagens, conhecemos um pouquinho mais sobre a organização do trabalho pedagógico, onde tratamos sobre o que são Novas Didáticas e Didáticas tradicionais, além de claro, o próprio conceito de Didática, que nos remete especialmente ao conceito de transposição didática, isto é, a transformação da cultura ou do conhecimento em objeto de ensino e aprendizagem escolar. Bem como as diversas problemáticas que envolvem o ato de avaliar/ a avaliação. 
E finalmente, no penúltimo post, trouxe para o blog a  última atividade proposta para a nossa disciplina de Didática B: a elaboração de um projeto de ensino na perspectiva temática, a ser apresentada na estrutura de um planejamento. 

Mas depois de tantos conteúdos, gostaria de deixar a minha reflexão final a cerca dos objetivos propostos pelo portífólio/digifólio, ainda lá no inicio do semestre!

Fico muito feliz em poder concluir que, assim como na proposta para esta atividade, o portfólio temático, como um instrumento formativo utilizado ao longo de todo o semestre por mim, cumpriu com seu objetivo principal de favorecer a interlocução com os temas curriculares discutidos em sala. Todo o  desenvolvimento destes quase  15  posts, foi um grande exercício de reflexão, investigação e crítica em relação às questões trabalhadas em sala de aula, aliando a indagação à criatividade e à busca por relações significativas entre temas curriculares e às minhas experiências de vida. E ainda, como última conclusão de tudo isto, vejo que o portifólio, como uma grande avaliação processual, foi também uma ótima ferramenta de estudo e de fixação dos conteúdos aprendidos! 

Então é isso! Até uma próxima! 





Planejamento de ensino

Pra que serve um planejamento? Qual seu papel? Sua importância? 

  • O planejamento, antes de tudo, serve como um guia para a atuação do professor, o que também lhe proporciona uma maior segurança;
  •  O planejamento também, como o próprio nome indica, ajuda na organização do ensino, bem como pode ser bastante útil para uma reflexão sobre a prática docente; 
  • E ainda, se for seguido como um registro, o planejamento pode servir como importante meio para avaliar os processos educativos visando aprimorá-los. 
Além disso, quando elaboramos um planejamento de ensino, e mais especificadamente no nosso caso, a elaboração de uma proposta de ensino na perspectiva temática, a ser apresentada na estrutura de um planejamento, temos que seguir alguns requisitos, pois planejar não é uma atividade totalmente livre!

Mas como é complexo (mesmo) esse processo de ensino-aprendizagem!!
Digo isso porque, não é nada simples ter que:
  1. Definir de metas e objetivos; 
  2. Escolher conteúdos de acordo com certa organização curricular; 
  3. Escolher  atividades de acordo com a forma de participação dos alunos: as estratégias de ensino; 
  4. Definir os recursos didáticos a serem utilizados e o Modo de avaliação; 
  5. E ainda selecionar certo número de Referências bibliográficas! 

Isto porque tínhamos como meta definida pela professora desenvolver a maior parte deste projeto em sala, durante as duas aulas que temos pela manhã.... mas e quem disse que conseguimos? Em um grupo de três pessoas levamos a tarde inteira para desenvolvê-lo e ainda estamos cheios de dúvidas! Que complicado não?!
Até porque, seria muito bom se pudéssemos colocá-lo em prática algum dia, pois penso que só assim poderíamos vivenciar a real utilidade de um planejamento, seus benefícios e dificuldades. 


Para este post uso como referência os slides desenvolvidos pela Profa. Jane Bittencourt, sobre elementos de planejamento. 


terça-feira, 29 de novembro de 2011

E falando em avaliação....

logo lembrei do assunto da última postagem quando vi esta prova rolando pela net! kkkkk




Um exemplo de como uma questão confusa, ou até mal elaborada, pode ser respondida com criatividade de sobra! rsrs

sábado, 26 de novembro de 2011

Avaliar para conhecer

É possível desenvolver uma avaliação a serviço da aprendizagem? 



     Avaliar é também conhecer, isto é, devemos avaliar com a intenção de que a avaliação educativa desempenhe uma função formativa; transformá-la em um instrumento que faça com que todos adquiram o saber e se apropriem dele de um modo reflexivo, que em outras palavras, é a concepção da avaliação como mais uma forma de aprender, de ter acesso ao conhecimento, como uma oportunidade a mais de aprender e de continuar aprendendo, a longo prazo. O que tira da avaliação um caráter de instrumento de seleção e qualificação. 

    Nesta perspectiva, a avaliação é vista como uma atividade contínua de conhecimento, com o objetivo principal de assegurar o progresso formativo daqueles que participam do processo educativo, tanto quem aprende assim como quem ensina. Isto porque, considerando a avaliação como atividade crítica de conhecimento, a própria correção feita pelo professor torna-se texto de aprendizagem para o aluno. E é deste modo então, que a avaliação converte-se em atividade de aprendizagem estreitamente ligada à prática crítica e reflexiva, na medida em que avaliamos de forma educativa, a avaliação se torna fonte de conhecimento e impulso para conhecer. E quanto aos erros, estes devem ser vistos como mais uma forma de aprender, e por este motivo é de fundamental importância a qualidade da informação que o professor destina ao aluno na correção de suas provas e trabalhos de aprendizagem em geral.

    Também acredito que, em acordo com as proposições do autor, qualquer forma de avaliar a aprendizagem dos alunos a ser utilizada deve estar a serviço, prioritariamente, de quem aprende. Esqueçam aquilo de que professor bom é aquele que faz os alunos tirarem as notas mais baixas em suas provas!! Quando avaliamos apenas para confirmar ignorâncias, evidenciar erros, e como conseqüência qualificamos negativamente, o conhecimento torna-se fiscalizador, superficial, e empobrecedor de uma atividade que deve ser gratificante, estimulante de novas aprendizagens e descobertas de conhecimento. O que na maioria esmagadora dos casos de hoje em dia não acontece, afinal, qual é o aluno que gosta de fazer prova e sentir aquele frio na barriga aterrorizador? rsrs. 

     Brincadeiras à parte, a qualidade de uma avaliação portanto, deve assegurar a aprendizagem contínua de todos os envolvidos nesse processo, sem discriminar alunos supostamente melhores que outros que não o são. 

    E a História, como grande terreno de contextualização para outras disciplinas escolares, ainda mais como uma ciência humana, tem, na questão da avaliação formativa, uma possibilidade muito grande de desenvolver aquilo que chamamos de senso crítico do aluno, em dar respostas criativas, argumentadas e de caráter essencialmente individual, na medida em que o professor de histór priorizar o desenvolvimento de questões que obriguem à reflexão, desafiando a capacidade do aluno elaborar um pensamento capaz de fazer relações entre as questões abordadas por essa disciplina, como questões sociais, políticas e econômicas. Do mesmo modo em que a História pode também ser, negativamente, utilizada de modo a elaborar questões que priorizem os dados de memória, de lembrança, de identificação e repetição, como “datas e nome”, sendo que assim o professor nunca poderá encontrar nas respostas do aluno o seu senso crítico e sua capacidade argumentativa.

    Para terminar, é claro que um dos grandes problemas de uma avaliação formativa é, além de o aluno preferir as provas objetivas em que basta apenas assinalar a resposta certa sem muito esforço, ou dar aquela olhadela para a carteira ao lado (apenas para conferir as respostas, é claro, rsrsrsr), é o esforço ou a disposição por parte do professor em perder horas na elaboração e correção das questões, já que uma avaliação formativa deve, essencialmente, servir como um acompanhamento contínuo do desenvolvimento do aluno, e convenhamos, nas condições em que se encontram hoje a educação brasileira e a remuneração dos docentes, haja força de vontade, não? 


That's all for now!


Texto de referência da postagem: 
MENDEZ, J.M. Avaliar para conhecer, examinar para excluir. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002. 
  

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Didáticas Tradicionais vs. Novas Didáticas

     Na sociologia, quando falamos em Didática, nos remetemos especialmente ao conceito de transposição didática, isto é, a transformação da cultura ou do conhecimento em objeto de ensino e aprendizagem escolar. A primeira fase dessa transposição didática consiste na elaboração do currículo formal, na escolha daqueles saberes e conteúdos que devem ser "codificados" para fazerem parte do currículo oficial. Já a segunda fase da transposição é aquela que desenvolve-se em sala de aula, ou seja, o currículo real

Mas então, como é que o currículo formal se transforma em currículo real? 
Para isso, é que o professor cria um sistema de interações, de atividades e de trabalhos em sala de aula, que tratam de criar uma certa organização de suas aulas. 

Na chamada Didática Tradicional, o controle do trabalho escolar segue a seguinte lógica:
1) O trabalho escolar é exigido pelo professor;
2) O trabalho exigido é efetuado pelos alunos sob vigilância;
3) Finalmente, o trabalho é corrigido e avaliado. 
As características das tarefas escolares tradicionais, portanto, se resumem basicamente em realizar, vigiar e corrigir, e em nenhum momento se observa uma postura ativa do aluno, propondo questões ou tendo autonomia na realização ou desenvolvimento dessas tarefas. Esta lógica no entanto, cria uma série de problemas que, muito fácil, encontramos na educação hoje em dia:  
- a dependência das crianças e dos adolescentes em relação aos adultos;
- as estratégias individuais e coletivas são necessariamente de curto prazo, devido às constantes mudanças de professor e de estabelecimento de ensino durante a vida escolar do aluno;
- e ainda, os alunos são colocados numa situação de competição permanente, buscando responder às tarefas solicitadas pelo professor o mais rápido possível, buscando sempre ser o melhor, o que impede uma solidariedade verdadeira entre a classe. 

Em algumas escolas, no entanto, as formas clássicas do ensino e do trabalho escolar são substituídas por novas didáticas, inspiradas nos princípios da escola ativa e no construtivismo. (lembrem do post anterior!)
As novas didáticas, portanto, são resultantes de uma crítica às didáticas tradicionais, e se apresentam como alternativas propostas a todos os que não se contentam (ou não se adequam) com as formas clássicas do ensino e do trabalho escolar; com elas temos assim, uma redefinição das tarefas! 

Para mim, o mais importantes das novas didáticas é a ênfase dada às interações sociais tanto entre alunos como entre o professor e os alunos; assim como a vontade de tornar a escola mais receptiva à vida, de consolidar as aprendizagens escolares  nas experiências cotidianas, na "vivência" dos alunos; assim como a importância dada aos aspectos cooperativos do trabalho escolar, em oposição às tarefas estritamente individuais e à competição entre os alunos. Nesta perspectiva também, é de importante valor a motivação intrínseca do aluno, o prazer, a vontade de descobrir e de fazer, em oposição ao método de promessas e ameaças. 
Por outro lado, concordo que as novas didáticas também trazem problemas, pois se dermos maior importância ao aluno como sujeito ativo da sua aprendizagem, mais do que ao professor enquanto transmissor de conhecimentos, não estaríamos tirando do professor os fundamentos de seu trabalho? Talvez não, não sei. Além disso, dada essa autonomia na proposição e realização das tarefas aos alunos, as novas didáticas não estariam enfraquecendo o controle do professor e aumentando o espaço de manobra dos alunos em relação à indisciplina entre outras questões? 
Enfim, talvez com alguns semestres a mais no meu currículo eu tenha uma posição mais clara e possa desequilibrar essa disputa! rsrsr


Mas e que saudade da Mafalda! 
Olha ela aqui! Acho que também inventou uma 'Nova Didática' para as 
brincadeiras infantis! rsrsrs   

                                                                   

Referência:
Texto: Novas didáticas e estratégias dos alunos face ao trabalho escolar. In: PERRENOUD, P. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação. Lisboa: Dom Quixote, 1997. 

domingo, 13 de novembro de 2011

Interacionista? Ser ou não ser, eis a questão!

Relembrando um pouquinho do que vimos aqui no blog, já tratamos de uma porção questões relacionadas à Didática e ao ensino, embora talvez não pareça! rsrsrs

Em relação às teorias da educação, falamos sobre as funções sociais da escola e do professor. Vimos também, nas teorias de currículo, como se constrói um currículo escolar, as questões que o envolvem: importantes conceitos como ideologia, reprodução, identidade..., bem como as principais teorizações e teóricos de currículo. E ainda um pouquinho do currículo na prática: os chamados currículos prescritos, os PCN's e propostas curriculares. 
Hoje, portanto, começo uma nova série de postagens aqui no blog, agora relacionada às teorias de aprendizagem e à organização do trabalho pedagógico. So, 'here we go!'


Teorias de Aprendizagem e o Interacionismo 
       As teorias de aprendizagem, em suma, têm como ponto fundamental a relação entre o sujeito (por ex. o aluno) e o objeto a ser conhecido/aprendido (ex. o conteúdo escolar). As principais questões dessas teorias tentam responder às perguntas de 'Como aprendemos?', 'Como conhecemos o mundo ao nosso redor e seus fenômenos?'. E é justamente na busca por responder a essas questões de como se dá a interação entre sujeito e objeto (suj. <-----> obj.) no processo do conhecimento, que surgem famosas teorias como a Vygotskyana (Vygotsky), a Piagetiana (Piaget), a Freiriana (Freire) , a de Saviani (Demerval Saviani), entre muitas outras.
Podemos classificar, ainda, em especial as teorias de Piaget e de Vygostsky no que chamamos de Interacionismo. 
      Os estudos de Vygotsky postulam que há um processo dialético nas interações do indivíduo com o outro e com o meio, e que este processo seria o desencadeador do desenvolvimento. Para Vygotsky e seus colaboradores, o desenvolvimento também tem como principal mecanismo a linguagem. Já para Piaget e o Construtivismo, nós conhecemos o mundo e aprendemos através da elaboração de esquemas mentais e motores, que evoluem conforme as diferentes etapas de nosso desenvolvimento cognitivo. Enquanto Piaget defende que a estruturação do organismo (questões genéticas) vem antes do desenvolvimento, para Vygotsky é o próprio processo de aprender que gera e promove o desenvolvimento das estruturas mentais superiores.
    Baseados nestas postulações portanto, podemos dizer que as interações têm um papel crucial e determinante no desenvolvimento. Aprender é um grande processo de construção, na  interação e no convívio com pessoas e com meio social em que vivemos. Resumindo: o papel do sujeito nessa interação e nesse processo de conhecimento é essencialmente ativo, sendo a aprendizagem um produto do desenvolvimento, bem como um processo de aquisição no intercâmbio com o meio. 

E para terminar a grande questão: Sou interacionista? 
Quer dizer, considero os conceitos e práticas interacionistas como importantes na formação dos meus (futuros) alunos? 
   Bem,  depois de ler todas essas teorias, assim como no interacionismo, também considero que os elementos biológicos e sociais não podem ser dissociados e que exercem influência mútua no desenvolvimento do indivíduo e no seu crescimento, e que na interação contínua e estável com os outros seres humanos, a criança desenvolve o seu repertório de habilidades. Assim como Piaget e Vysgotski, também considero a atividade experimental do aluno como fundamental em seus processos de desenvolvimento, e por isso a importância, para mim, de o aluno ser figura ativa nas aulas, não apenas o receptor de conteúdos produzidos pelo professor.  
    No entanto, também concordo com Vygotsky e sua perspectiva sócio-histórica do interacionismo, e acredito que não é só a atividade e a coordenação das ações que o indivíduo (aluno) realiza que são  responsáveis pelo seu desenvolvimento, mas também é essencial neste processo haver o que ele chama de apropriação da bagagem cultural, ou seja, o produto da evolução histórica da humanidade, suas conquistas históricas, as quais são transmitidas na relação educativa. Por isso, assim como esta psicologia, também dou grande importância ao valor da instrução, e da transmissão educativa, e não somente (ou principalmente) a atividade experimental do aluno.  
Acho que é isso, fiz uma saladinha dos postulados de Piaget e Vygotsky! rsrs

Até a próxima postagem.

Referência: 
Texto: SACRISTÁN, J. G. E GOMEZ, A.I.P. Compreender e transformar o ensino. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. 


sábado, 22 de outubro de 2011

Apresentações dos Seminários - Teorias Curriculares

Em nossas duas últimas aulas de Didática, assistimos às apresentações da turma sobre diversos temas relacionados às teorias curriculares, gostaria então de deixar aqui no blog um pouquinho do que foi apresentado!

Tivemos seminários sobre conceitos como:  a Fenomenologia, uma resposta à concepção teórica do currículo técnico de Tyler, que surgida da década de 70, buscava analisar, e incorporar as discussões de currículo, a experiência dos alunos. O Conceito de Reprodução, muito discutido da década de 60 e 70, na crítica à influência da ideologia da sociedade capitalista no currículo escolar. Ainda no campo dos conceitos, o conceito de Capital Cultura de Pierre Bourdieu, que traz a diferenciação entre dois tipos de saberes em conflito na escola, o da classe burguesa/ classe dominante, a qual tem a posse do capital cultura, em oposição ao saber da classe trabalhadora. 
Além dos conceitos, aprendemos também sobre noções como a do Currículo Oculto, que seria tudo aquilo que temos na escola se tirarmos as disciplinas/matérias propriamente ditas. Explicando melhor: é aquilo que temos na escola mas não é dito, não é oficializado, como a disposição dos alunos e professores na sala, as relações do professor com os alunos, a organização dos horários escolares, etc... Nesta apresentação o que me chamou a atenção foi a ideia de que temos que desvincular o Currículo Oculto da noção de que é algo indesejável, negativo, o reprodutor de uma ideologia opressiva. O que não é necessariamente assim, quando pensarmos que todas as práticas sociais são ideológicas, boas ou ruins!  
Foram apresentados também importantes figuras da teorização educacional, como os brasileiros Paulo Freire e Demerval Saviani, protagonistas do grande embate teórico da década de 1980. Sobre Freire, destaco as noções de que o conhecimento em cada pessoa é construído de acordo com suas vivências e saberes anteriores, e de que não há saber melhor ou pior, eles são apenas diferentes! 

No segundo dia de apresentações, vimos o contexto histórico das Teorias Críticas, com o mundo nas décadas de 1960 e 70 sendo palco de diversas formas de luta e protestos sociais, como a luta contra a ditadura militar no Brasil, a descolonização africana, os protestos contra a guerra do Vietnã, a ideologia da contracultura, e os movimentos pelos Direitos Civis, como o feminismo e o movimento negro norte-americano. 
Gostaria de destacar também a apresentação sobre a Questão Étnica e Racial, que traz a noção de currículo como narrativa étnica e racial, junto a ideia de que estas noções não existem naturalmente, são construções históricas. Para exemplificar, as meninas desse grupo nos trouxeram uma atividade bem interessante: deveríamos preencher uma folhinha que imitava um passaporte, iriamos fazer uma viagem aos Estados Unidos da Cocanha (rsrsrs), nele teríamos que escrever nosso nome, local de nascimento, sexo, nacionalidade e as perguntas que pra mim foram as mais difíceis: raça e etnia. Como nos definimos dentro esses conceitos? Eu não soube responder! Raça, isso existe? Biologicamente não, e etnia, no meu caso uma confusão! Pensei em brasileira, mas é nacionalidade, talvez meio alemã, meio italiana, meio brasileira, mas o qual brasileiro? o do sul, o do nordeste, do sudeste...aaaaaah deixa pra lá! Assim são estes pequenos conceitos que utilizamos na escola que fazem grande diferença, pois estão embricados numa enraizada relação de poder da nossa sociedade.
Pra terminar apresentações sobre a Teoria Pós-Colonialista de Currículo, Feminismo e Teoria Queer, e a Escola-Parque Anísio Teixeira! Ufa foi tanta coisa! Gostaria de poder falar mais de cada um! rsrs Foram apresentações muito interessantes, com atividades criativas para interagir com a turma, uns trouxeram músicas e vídeos, outros nos fizeram questionar uma porção de conceitos, outro grupo nos trouxe uma análise de uma história em quadrinhos de um livro didático da década de 70! Enfim, para mim foi uma experiência enriquecedora, contribuiu muito para aumentar meu capital cultural, como diz Bourdieu! rsrsr
Fora que também é ótimo quando temos que inverter as posições, quando a professora senta para ouvir e nós tomamos a frente da sala! Um ótimo exercício para o que iremos fazer todos os dias daqui alguns anos! 


E por fim, e realmente não menos importante, o que eu aprendi com os seminários, é que a gente nunca deve ligar a caixa de som direto na tomada, e sim no estabilizador do computador! Foi assim que durante a nossa apresentação a caixa de som explodiu e fez a turma rir horrores! É, vivendo e aprendendo! heheheheh

Algumas fotos da nossa apresentação:





Créditos das fotos ao colega Gil Ferri em: BONITAS, As (orgs.). A explosiva apresentação. In: Seminário de Didática B. UFSC: Floripa, 2011/2                                                                                

Onde a crítica começa: ideologia, reprodução, resistência


Esse é o vídeo que produzimos para os seminários de Didática, que fala um pouquinho sobre o filósofo francês Louis Althusser e sua importante contribuição e influência na teorização crítica do currículo. 
Althusser, que propôs a mais influente concepção de ideologia das duas últimas décadas, introduz a crítica marxista em educação. 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O currículo na prática

Continuamos com o tema de currículo, mas agora com o currículo do ponto de vista prático! 

Começamos por dividir o currículo em algumas Dimensões:

Currículo prescrito: O currículo oficial, no âmbito Federal, Estadual e Municipal;
Currículo moldado pelos professores: O planejamento;
Currículo em ação: A aula.

Sobre o currículo chamado de prescrito, ou seja, aquele que é designado pelas instituições responsáveis pelas questões educacionais da federação ou mais particularmente de cada estado, destaco os Parâmetros Curriculares Nacionais, os famosos PCN’s. O seu nome já diz, por serem parâmetros, e não leis ou coisa parecida, prezam pela descentralização, pela autonomia. Isto é, não temos um currículo nacional, o que há (os PCN’s) é uma base nacional comum, em si bastante genérica, composta por áreas de conhecimento.
  
Gostaria de comentar hoje um pouquinho sobre a Proposta Curricular de Santa Catarina, para o Ensino Fundamental, edição de 1998. Me chamou a atenção por ser um tanto diferente dos Parâmetros Curriculares Nacionais, por sua visão bastante particular e de tendências marxistas.  

Já no comecinho dos "Eixos norteadores da proposta curricular", se diz que para a Proposta Curricular de SC o ser humano é entendido como social e histórico, isto é, que o homem é resultado de um processo histórico, o qual ele mesmo conduz. Assim os seres humanos fazem a história, ao mesmo tempo que são determinados por ela. Deste modo esta proposta curricular diz que o conhecimento produzido ao longo do tempo é patrimônio coletivo e deve ser socializado com todos, através do zelo pela inclusão e não pela exclusão. 

No entanto o observado é um tanto diferente do proposto, já que, há uma relação do conhecimento considerado mas legítimo em cada tempo com o poder da classe dominante. "Assim, quanto mais esse conhecimento estiver concentrado nas mão de poucos, maior é a possibilidade de esses poucos controlarem pacificamente a maioria; quanto mais, porém, esse conhecimento for socializado, maior a possibilidade de conquista ou do controle de poder pela maioria." (olha o Marx aí!!) 
A socialização no entanto, nem sempre é das riquezas. Na escola há um outo tipo de socialização: a da riqueza intelectual, a qual Bourdieu denomina de "capital cultural", e a apropriação dessa "riqueza" é que abre caminhos para a ação política das camadas dominantes. 
A "solução" seria portanto que as crianças das classes dominadas possam ter  acesso e domínio do conhecimento próprio da camada dominante. Assim como afirmam Bourdieu e Passeron nas teorias críticas de currículo.  
Assim a concepção histórico-cultural do currículo abordada pelas propostas curriculares de SC, compreende que as relações e interações sociais estabelecidas pela crianças e pelos jovens são fatores de apropriação do conhecimento, de modo que tal afirmação traz consigo a consciência de uma responsabilidade ética da escola  com a aprendizagem de todos, um a vez que ela é considerada pela proposta como uma interlocutora privilegiada das interações sociais dos alunos. 

Por hoje é isso...
E sobre o assunto... fala aí Mafalda!


sábado, 1 de outubro de 2011

Currículo: uma questão de saber, poder e identidade

Encontramos o currículo inserido na discussão sobre as funções sociais da escola, já que atua como grande e importante mecanismo de socialização, talvez o maior deles. Currículo é como hoje na didática chamamos todo o processo educativo, em todas as suas dimensões, não apenas aquele que se faz na  escola. 
É importante observarmos também que o currículo é uma invenção social como qualquer outra, como o Estado, a nação, a religião, o futebol... e por isso ele é resultado de um processo histórico.  

Como escreve Tomaz Tadeu, provavelmente o currículo aparece pela primeira vez como objeto de estudo específico nos Estados unidos, em 1920. Com o objetivo de conectar a educação à realidade da época, ao processo de industrialização e à massificação da escolarização. Mas dos anos 20 até os dias de hoje, muita coisa aconteceu para mudar essa visão da teorização do currículo.
As teorias de currículo estão recheadas de afirmações de como as coisas devem ser, e seu estudo nos mostra que "aquilo que o currículo é depende precisamente da forma como ele é definido pelos diferentes autores e teorias", em diferentes épocas ou períodos históricos. As teorias buscam justificar, cada uma a seu modo, qual conhecimento deve ser ensinado, e por isto dizemos que o currículo é sempre o resultado de uma seleção: de um universo mais amplo de conhecimentos e saberes seleciona-se aquela que pensamos ser apta a constituir o currículo.

Durante o meu processo de escolarização, hoje percebo muito fortemente essa característica seletiva do currículo. Por ter feito a maior parte dela em uma escola particular vinculada à uma ordem religiosa, os saberes escolares eram muito bem selecionados, de forma a cooperarem para uma educação calcada nos princípios característicos de uma escola confessional católica. 
No entanto, isto não quer dizer que minha escolarização tenha sido tão tradicional ao ponto de, assim como as teorias tradicionais, se concentrar em questões técnicas do ensino, as quais aceitando os conhecimentos e saberes dominantes apenas se preocupam com questões de organização prática do ensino. Muito pelo contrário, hoje vejo que a escola cumpriu sua proposta de "desenvolvimento integral do educando(a), trabalhando a autonomia, respeitando as diferenças individuais, a fim de prepará-lo(a) para a vida, buscando estimular, nos diferentes momentos: comunicação (livre expressão), afetividade, cooperação e registro (documentação), propostas que estão presentes na escola moderna segundo Celestin Freinet." Gente! Procurando a proposta pedagógica da minha escola acabei descobrindo tanta coisa que eu não fazia ideia, até Freinet! rsrs 

Brincadeiras à parte, percebo que mesmo tendo sido feita em uma escola particular e católica, que muitos pensariam ser conservadora, elitista, reprodutora da cultura dominante e tal e tal, ela me ensinou valores de respeito, afeto, cooperação, disciplina em seu sentido estritamente positivo, que hoje são aspectos fundamentais da minha construção pessoal, e que de longe vejo que faltam na educação como um todo atualmente. Penso que a sociedade está muito carente de valores, de princípios, de ética, e um pouquinho delas não faz mal a ninguém. 
Isto não quer dizer também que muitas e importantes questões críticas e pós-críticas não tenham sido abordadas em minha educação, como a reprodução cultural e social, questões de ideologia dominante e as conexões entre saber, identidade e poder, multiculturalismo, gênero, raça, etnia, mas por outro lado, a possibilidade de autonomia na perspectiva que vê "o educando como sujeito que constrói seu próprio conhecimento na interação com o meio histórico, físico e social", me deixaram bastante livre para construir minhas próprias concepções e ideias.  


Pra terminar não podia faltar uma tirinha da Mafalda né!




Baseado em: SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: Uma introdução às teorias de currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

E diante dos desafios da socialização hoje, o que cabe ao professor de História?

E para ilustrar a questão de hoje, trago mais uma vez a fofa da Mafalda, com sua visão aguçada e sempre questionando o mundo ao seu redor!











Bem, diante de todas as questões já expostas sobre os desafios e obstáculos da socialização na escola, qual seria o papel do professor, e mais especificamente (no meu caso) do professor de História?

É importante lembrarmos que antes de tudo o professor é um grande agente da memória, em poucas palavras quer dizer que o professor é um profissional responsável, entre outras coisas, pela manutenção da memória social, aquelas conquistas históricas de nossa sociedade que falei nos posts anteriores. "A ele compete a aquisição, reflexão, transmissão e manutenção dos aspectos valorizados pela cultura de um certo grupo social em um determinado momento." 
O professor então é uma grande ponte! Uma ponte temporal, social, tecnológica... 

Vale lembrar que como agente da memória, o professor tem dois papeis: É  agente de uma memória informal, aquele conhecimento que é passado para os alunos pela diferença de idade por exemplo, e claro um agente de memória formal, com a transmissão dos conteúdos curriculares.

Se tratando de memória, pendo que ninguém melhor que o professor de história para lidar com esta questão. Calma, TODOS os professores são agentes da memória. Mas penso que o professor de História tem um dedinho especial. 
Penso que a História ( e quando falo em História também quero dizer o prof. de História) tem um papel fundamental em três importantes aspectos da educação hoje em dia: 1. Na interdisciplinaridade; 2. Na contextualização e 3. Oportunizar o senso crítico. 

Na interdisciplinaridade, isto é, a integração das disciplinas, pois na realidade, o dia-a-dia não é dividido em gavetas como está na escola!
Em matemática por exemplo, nunca esqueço quando um professor que tive nos contou sobre a história da numeração dos calçados (que foi criada na Inglaterra em 1324, e tinha como unidade de medida um grão de cevada, que corresponde a 1/3 de polegada). Achei um máximo! 
A História também é um grande terreno de contextualização para as outras disciplinas!
Na contextualização: trazer para a escola os conhecimentos do cotidiano do aluno, mas não somente isso, também encontrar um centro de interesse dos seus alunos. Quando estudamos os grandes vultos históricos, ou as grandes revoluções e tal e tal, mas nossos alunos sequer sabem a história de sua cidade! 
E por  fim oportunizar o senso crítico, uma função normalmemente relacionada às ciências humanas na escola. Provocar no aluno a necessidade de questionar o porquê das coisas aconteceram daquela maneira na História, criando hipóteses, não aceitando os fatos como verdades absolutas, como diz Paulo Freire. 


Depois de puxar tanta brasa para o meu assado acho que já está bom por hoje! Até uma próxima.

Referência: Texto: O papel do professor na sociedade digiital. In: CASTRO, A. D. de; CARVALHO, A. M. P. de (orgs). Ensinar a ensinar. Didática para a escola fundamental e média. São Paulo: Thomson, 2001.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Continuando...

          Pois então, pra que serve a escola? Afinal,  passamos por volta de onze anos indo à escola todo santo dia! 
      
    
Depois de termos visto um pouquinho sobre os conceitos da função social da escola, o que ela significa e as contradições que são inerentes à esse processo de socialização escolar, para  mim ficou muito forte a questão de que se a escola é tão cheia de contradições, de conflitos, de competitividade exagerada, de exclusão, e tantas outras palavrinhas ruins que atrapalham nosso convívio social, estaria a escola então condenada a ser uma grande instituição de transmissão de conteúdos, que apenas reproduz (quando não acentua) as  desigualdades sociais? 
           
E agora o que fazer então na escola diante das contradições desse processo de socialização?

Para mim, concordo quando o autor do nosso texto fala que a escola pode ter uma função compensatória, como uma maneira de lidar com as diferenças de origem do aluno, isto é, as referências sócio-econômicas e culturais que a criança adquire com sua família, seus amigos, e demais instâncias sociais. 
A proposta então seria a criação de uma educação mais heterogênea, que dê conta dessa diversidade que existe na nossa sociedade contemporânea. E para isso então existem as políticas compensatórias! Por esse bonito nome talvez você não as conheça, mas aposto que já ouviu falar nas cotas universitárias, na educação especial e na educação para jovens e adultos, o EJA!  
Bom, é claro que estas políticas não resolvem o problema por inteiro, muitas vezes são apenas compensações aos "buracos" que ficam na escolarização das pessoas, ou compensação de uma sociedade excludente e sem estrutura, como é o caso da educação especial, ou educação inclusiva. 
É neste ponto que eu queria chegar! 

Tive uma experiência muito enriquecedora com a educação inclusiva, no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina. Lá trabalhamos com alunos que apresentam diversos tipos de deficiência e síndromes, como paralisia cerebral, autismo, Down, Síndrome de Asperger, e por aí vai... Todos inseridos em salas de aula "comuns". 
Isto porque refletindo sobre este assunto de políticas compensatórias, lembrei de uma questão que eu tinha na minha cabeça todo o dia que eu ia trabalhar com a educação especial: "Mas será que ela é mesmo inclusiva? "Será que é a coisa certa para essas crianças colocá-las numa sala de aula "comum" sem muitas adaptações?". E muitas outras contradições que vemos no dia-a-dia da inclusão. 
Hoje vejo que minha resposta para estas perguntas é "Sim". Sim porque ela é inclusiva no momento em que proporciona a estas crianças a vivência escolar, o contato com as pessoas, os professores, os colegas... a disciplina escolar que para esses alunos é super importante em seu crescimento, e além de tudo proporciona aos outros alunos um contato, uma vivência, um grande aprendizado sobre o que é a deficiência, coisa que dificilmente acontece em outros ambientes sociais, às vezes até mesmo por conta do preconceito e dos "mitos" em torno desse assunto. 

Por hoje é isso! Até a próxima postagem! 






quinta-feira, 1 de setembro de 2011

As Funções Sociais da Escola

Qual o papel da escola?, Qual sua função social?, e afinal: Pra que serve a escola? 

    Nossa sociedade criou mecanismos e sistemas de transmissão para garantir a sobrevivência de suas conquistas históricas nas novas gerações. Para a aplicação desses sistemas e mecanismos de perpetuação, temos diversas instâncias sociais como: a família, os grupos sociais, os meios de comunicação, os grupos religiosos, entre outros. 
A escola por sua vez, atua como uma instância especializada, isto é, pelos seus conteúdos, suas formas e seus sistemas de organização, é especializada para realizar o processo de aquisição por parte das novas gerações das tais conquistas sociais. 
          Seria essa apenas a função da escola? 
     Para garantir a reprodução social e cultural como requisito para a sobrevivência da sociedade, a socialização escolar tem dois grandes objetivos: a formação do aluno para sua incorporação no mundo do trabalho, ou seja, vincular os saberes à serviço da sociedade, e a formação do cidadão para a intervenção na vida pública, ou seja, para a cidadania e todas as suas obrigações, "direitos e deveres". 
       Refletindo sobre essa questão, somos levados a acreditar que em nossa sociedade contemporânea esses objetivos sejam essencialmente opostos, contraditórios. Isto porque ao preparar o aluno para o mundo do trabalho, a sociedade requer que estes sejam ajustados as exigências dos postos de trabalho assalariados, exercitando assim atitudes de submissão e  disciplina, bem como o individualismo, a meritocracia e a competitividade. Ora, ao preparar o cidadão para a vida em sociedade, deve-se em princípio, provocar o desenvolvimento de atitudes e comportamento solidário, na liberdade de escolha e de consumo, na participação política e demais aspectos que vida em sociedade requer. 
Isto quer dizer então que estas duas esferas tão importantes da nossa sociedade, a econômica e a política, estariam sempre em confronto? 
           Bom estas são algumas das diversas contradições que encontramos no processo de socialização escolar. Assim com escreve o autor do texto estudado e base para esta postagem (referência no final do post!), é um processo sobretudo complexo e sutil marcado por profundas contradições e inevitáveis resistências individuais e grupais. E a escola é o cenário vivo dessas interações, do intercâmbio de ideias, valores, interesses e conflitos
           Concordo com o autor quando diz que diante desses conflitos, é claro que a escola, pelo fato de ser uma instituição social que cumpre funções específicas e restringidas, não pode compensar sozinha as diferenças que a nossa sociedade contemporânea, pós-industrial e capitalista têm em sua base, como a divisão em classes ou grupos com oportunidades, possibilidades econômicas, políticas e sociais bem desiguais. No entanto também penso que não é todo o cidadão que compartilha dessa opinião, ou vai dizer que você nunca ouviu alguém dizer que a educação é a salvação para a sociedade? 
             Para estes que têm essa opinião, gostaria de lembrá-los das outras instituições sociais que fazem parte da construção do nosso processo amplo de educação, (aquelas ali do comecinho da postagem). A família, os grupos religiosos, todos os tipos de mídia, principalmente a televisão, que hoje "ensina" bem ou mal as nossas crianças, também não merecem mais atenção dos pais e sobretudo um exercício de reflexão e crítica? 
             Para estes aspectos conflitantes da escola o autor nos mostra duas propostas... Mas essas eu explico na próxima postagem! Assim como uma tentativa de resposta à questão: "O que fazer então na escola diante das contradições do processo de socialização?". 


Baseado no texto: As Funções Sociais da Escola: da reprodução à reconstrução crítica do conhecimento e da experiência.In:Sacritán, J.G. e Gomez, A.I.P. Compreender e transformar o ensino. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

Apresentação

Mais do que um diário virtual dos estudos, este blog foi criado com o objetivo de ser fonte de informações, apresentação e reflexão dos temas trabalhados em sala de aula. Além de ser é claro, um instrumento avaliativo da disciplina de Didática B: o Portifólio Digital, ou Digifólio. 

Ao longo de todo o semestre, o blog será alimentado com postagens que têm como objetivos principais o exercício da reflexão, a construção de um pensamento crítico e a busca por fazer uma ligação entre os temas curriculares da disciplina e a minha experiência de vida. Aqui portanto ficará registrado o meu processo de aprendizagem na disciplina de Didática B, do curso de História da Ufsc, e um pouquinho da minha caminhada junto à esse grande desafio que é aprender a ensinar